Esta semana, a Presidenta Dilma Rousseff recebeu membros dos comitês pela anulação do impeachment e de luta contra o golpe, na Fundação Perseu Abramo, em SP

Em visita à Fundação Perseu Abramo, reuniram-se com a Presidenta Dilma Rousseff, Antônio Carlos (PCO), Edva Aguilar (Comitê Pela Anulação do Impeachment SP), Maria Lucena Conte (Comitê Floripa Contra o Golpe), Malvina Joana de Lima (Comitê Pela Anulação do Impeachment SP) e Malu Aires (Comitê Pela Anulação do Impeachment MG)

No último dia 7, membros dos comitês pela anulação do impeachment e de luta contra o golpe, dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, estiveram reunidos em São Paulo, na Fundação Perseu Abramo (FPA).
Lá, encontraram a Presidenta Dilma Rousseff que recebeu nossos militantes para uma conversa enriquecedora.

No encontro que se estendeu por mais de uma hora, vários assuntos foram debatidos e a crise política global entrou na pauta. A guinada da direita na Europa, o lawfare como arma de perseguição política nos países latino-americanos, a regulamentação da mídia brasileira, eleições 2018 e os possíveis cenários políticos, para o próximo ano, foram os principais temas da conversa.
A Presidenta Dilma voltou a destacar as três fases do golpe em andamento que se iniciou com seu impeachment sem crime de responsabilidade. Para a Presidenta Dilma, o golpe não termina com o impeachment, pelo contrário, começa com ele e continua através da destruição completa de conquistas e direitos do povo brasileiro, promovidas por um governo sem apoio popular e sem validação nas urnas, para completar seu ciclo, com a perseguição política contra Lula, impedindo um governo popular e progressista de participar da disputa eleitoral, neste próximo ano.

Para nós, militantes pela anulação do impeachment, e para a Presidenta Dilma Rousseff, o golpe está a caminho de 2018 e precisamos todos nos manter mobilizados e, em suas palavras, “denunciando o golpe até o último minuto”.

Quem passará a faixa presidencial para Lula? O golpe? Todos já sabemos que não.

Defender a anulação do impeachment e o retorno imediato da única eleita por voto, para o cargo à Presidência, é defender a democracia no Brasil. Defender a democracia e a candidatura de Lula, em 2018, são lutas complementares que deverão ser conduzidas lado a lado, incansavelmente, em todo o 2018.

Informada sobre a I Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe e Pela Anulação do Impeachment que acontecerá em Belo Horizonte, nos dias 16 e 17 de dezembro, a Presidenta Dilma, mais uma vez, agradeceu a todas e todos, militantes dos comitês pela anulação do impeachment e comitês de luta contra o golpe, pelo corajoso ativismo. Segundo ela, nossa luta tem sido o principal instrumento de denúncia permanente contra o golpe no Brasil.

Defendendo a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, nosso ativismo não permitiu que a página do golpe fosse virada e que este, ainda em violenta marcha, fosse ignorado. Também permitiu que milhares de brasileiros tomassem conhecimento de que este golpe é anulável.
O golpe, que já mostrou sua violência contra a primeira mulher presidenta do país, que já provou o quanto de destruição e perda de direitos está disposto a cumprir, parte agora para a sua etapa final – impedir que Lula se candidate, que ganhe e que assuma a presidência, quando eleito.
As mesmas forças que impediram Dilma Rousseff de governar, querem impedir Lula. As mesmas forças que ignoraram a vontade soberana do povo brasileiro, estão preparadas para novo ataque, em 2018. Dilma, Lula, o Brasil e o povo brasileiro têm um mesmo inimigo em comum – o golpe de 2016.

A caminho de Montevidéu para o XXXI Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología, nossa presidenta não parecia ter pressa e estendeu a conversa por mais tempo que o combinado com nosso coletivo. Ao lado de brasileiras e brasileiros que lutam pela democracia no Brasil, que defendem seu legítimo mandato e que se preocupam com o futuro do nosso país, Dilma Rousseff é a principal liderança da nossa luta.

Dilma Rousseff nos assegura que lutará até o fim, contra o golpe. E nós nos comprometemos a lutar ao lado dela.

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