Lançamento do Comitê de Artistas Contra o Golpe

Aconteceu, na última quinta-feira (18/1), no Centro Cultural Benjamin Péret, em São Paulo, o lançamento do Comitê de Artistas Contra o Golpe.

Participaram do debate o colunista do Diário Causa Operária, William Dunne, Malu Aires, compositora, intérprete e membro do Comitê Pela Anulação do Impeachment MG, o chargista Jota Camelo e o diretor do Clube do Choro, o músico Deni Mastrodomenico.

O ato, que contou com a presença de diversos artistas e militantes dos comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment, apresentou o Manifesto de Artistas Contra o Golpe – um documento que pretende mobilizar os artistas, em defesa da liberdade de expressão e de criação artística, em defesa dos direitos da população, dos trabalhadores e contra o golpe que ameaça o futuro do Brasil.

Para William Dunne, os ataques contra a liberdade de expressão, censuram a denúncia de uma série de outros ataques, contra os direitos dos trabalhadores brasileiros e contra o direito do povo votar no seu próprio candidato. “Não é acidente que, no meio disso tudo, a liberdade de expressão esteja sendo atacada dessa maneira. Porque, justamente, com liberdade de expressão, as pessoas vão se expressar contra tudo isso que eles estão fazendo, contra o projeto neoliberal que ninguém  elegeu, que nunca vai ganhar eleição nenhuma. Só com muita manipulação e golpe.”

Jota Camelo conta que os ataque na rede, contra seu trabalho, começaram após as charges dos seus personagens Coxão e Coxinha. Consciente da ferramenta política que um chargista têm em suas mãos, Camelo propôs desconstruir a imagem midiática do coxinha com suas charges. “Eles achavam que iriam salvar o país. E esse mito precisava ser destruído. E a melhor maneira de destruir esse mito é através da esculhambação que a charge tem”.

Malu Aires citou a importância da criação artística como expressão e a importância da expressão do cidadão à partir do voto: “A arte é a expressão. Esse golpe quer censurar a expressão, não só dos artistas, mas o voto é a expressão popular. A partir do voto, você expressa sua vontade como cidadão do país que você deseja.”

A artista lembra que um país, sob um golpe de estado, só promete censura à expressão artística e finaliza com um chamamento: “Que a classe artística se reúna, faça uma grande frente contra esse golpe de estado”, e lembra a todos: “Esse impeachment é anulável. Existe um dispositivo para anulá-lo.”

Assista o vídeo completo do Lançamento do Comitê de Artistas Contra o Golpe: 

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